Orionitas celebram Bodas de Diamante

11 mar

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Comunidade comemora os 60 anos do lançamento da Pedra Fundamental do Instituto São Pio X
Siderópolis

No Natal de 1955, o provincial da Congregação Orionita, Padre Giovane Valdástico, o padre Pedro Pellanda e o bispo de Tubarão Don Anselmo Pietrulla visitaram as comunidades de Belluno, Treviso e Urussanga procurando viabilizar a proposta de um espaço para a construção de um Seminário. A escolha recaiu na cidade de Siderópolis acontecendo o lançamento da pedra fundamental no dia 25 de março de 1956. Os 60 anos do lançamento da Pedra Fundamental será comemorada neste ano com uma vasta programação.

Comunidade lembra-se do começo dos trabalhos
Os trabalhos da Congregação Orionita em Siderópolis começou com os padres José Rosim, Pedro Pellanda e Domingos Sanguin. Com a ajuda da comunidade foi construído o Seminário São Pio X. O casal Emeri Daleffe e Eza Amábile Donadel Daleffe recordam o trabalho dos padres para manter as atividades. “O padre Pedro Pellanda visitava todas as comunidades na busca de doações para manutenção da casa e a alimentação dos seminaristas”, destaca Daleffe.

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Dona Eza conta que os Orionitas sempre tiveram uma boa relação com a comunidade. Ela sempre procurou contribuir nos trabalhos da igreja. Dona Eza foi ministra da eucaristia por 10 anos. Assim como dona Eza e seu Emeri, muitas famílias ainda hoje continuam contribuindo para a permanência dos Orionitas em Siderópolis.

Biografia de São Luís Orione – (1872-1940)

‘O Santo da Caridade’

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O jovem João Luís Orione, nasceu em Pontecurone, um pequeno município na Diocese de Tortona, no Norte da Itália, no dia 23 de junho de 1872. Aos treze anos foi recebido como Aspirante num Convento Franciscano em Voghera, uma cidade próxima na Região de Pavia, saiu um ano depois devido à doença. De 1886 a 1889 foi aluno de Dom Bosco no Oratório Salesiano de Valdocco em Turim. No dia 16 de outubro de 1889 entrou no Seminário Diocesano de Tortona. Ainda jovem seminarista se dedicava a obras de solidariedade para com os necessitados, participando da Sociedade de Socorro Mútuo São Marciano e das Conferências Vicentinas. No dia três de Julho de 1892 abriu seu primeiro Oratório, um centro de educação cristã e de recreação para os meninos pobres. No ano seguinte, no dia 15 de Outubro de 1893, Orione um seminarista de 21 anos, fundou no Bairro de São Bernardino um Colégio, com escola em regime de internato, para rapazes de famílias pobres. No dia 13 de abril de 1895, Luís Orione foi ordenado sacerdote e, no mesmo dia, o bispo deu a batina a seis alunos do Colégio com vocação sacerdotal. Numa seqüência rápida, o Pe. Luís Orione abriu novas fundações em Mornico Losana na Região de Pavia, em Noto na Sicília, em Sanremo e em Roma. Ligados a Dom Orione se uniram Seminaristas e Padres que formaram o primeiro núcleo de uma nova Família Religiosa a Pequena Obra da Divina Providência. Em 1899 Dom Orione deu início a mais um Ramo da nova Congregação: os Eremitas da Divina Providência. O Bispo de Tortona, Dom Igino Bandi, com Decreto datado de 21 de Março de 1903, deu aprovação canônica aos Filhos da Divina Providência, Congregação Religiosa, composta por Padres, Irmãos e Eremitas da Família da Pequena Obra da Divina Providência. A Congregação e toda a Família Religiosa Orionita se propunha trabalhar para levar os pequenos os pobres e o povo à Igreja e ao Papa, mediante obras de caridade, desejando consagrar-se com um IV Voto de especial Fidelidade ao Papa. Já nas Primeiras Constituições de 1904 constava também o propósito de trabalhar pela união das Igrejas Separadas. Animado por uma grande paixão pela Igreja e pelas Almas, Dom Orione se envolveu ativamente nos problemas emergente da época: a luta pela liberdade e a unidade da Igreja, a questão romana, o modernismo, o socialismo, a evangelização das massas operárias. Dom Orione teve atuação heróica no socorro às vítimas dos terremotos de Reggio e Messina (1908) e da Marsica (1915). Por decisão do Papa São Pio X, foi nomeado Vigário Geral da Diocese de Messina por 3 anos. Vinte anos depois da fundação dos Filhos da Divina Providência, no dia 29 de junho de 1915, surgiu como novo ramo a Congregação das Pequenas Irmãs Missionárias da Caridade, Religiosas movidas pelo mesmo carisma fundacional. Ao novo ramo se associaram as Irmãs Sacramentinas Adoradoras não videntes e algum tempo depois as Contemplativas de Jesus Crucificado. O Pe. Luís Orione se empenhou em organizar grupos Leigos, as Damas da Divina Providência, os Ex-Alunos e os Amigos. Nos anos seguintes, outros grupos foram constituídos como o Instituto Secular Orionita — ISO e o amplo leque de Associações do Movimento Laical Orionita — MLO. Depois da primeira Grande Guerra (1914-1918) multiplicaram-se as escolas, colégios, colônias agrícolas, obras caritativas e sociais. Entre as muitas obras, as mais características foram os Pequenos Cotolengos, instituições destinadas aos mais sofredores e abandonados, localizadas nas periferias das grandes cidades, para serem novos púlpitos a anunciarem Jesus Cristo e sua Igreja e para serem faróis de fé e de civilização. O zelo e o amor missionário de Dom Orione cedo se manifestou com o envio de Missionários ao Brasil em 1913 e, em seguida à Argentina e ao Uruguai (1921), à Palestina (1921), à Polônia (1923), a Rodes (1925), aos Estados Unidos (1934), á Inglaterra (1935) e à Albânia (1936). Dom Orione esteve pessoalmente como missionário, duas vezes, na América Latina, em 1921 e nos anos de 1934 a 1937, no Brasil, na Argentina e no Uruguai, tendo chegado até ao Chile. Recebeu grandes demonstrações de estima de Papas e de Autoridades que lhe confiaram missões importantes e delicadas, para sanar feridas profundas no seio da Igreja e da Sociedade e em difíceis situações de relacionamentos entre a Igreja e a Sociedade civil. Dom Orione foi pregador popular, confessor e organizador de peregrinações, de missões populares e de presépios vivos. Grande devoto de Nossa Senhora, propagou de todos os modos a devoção mariana e ergueu santuários, entre os quais o de Nossa Senhora da Guarda em Tortona e o de Nossa Senhora de Caravaggio, na construção desses santuários será sempre lembrada a iniciativa de Dom Orione de colocar seus clérigos no trabalho braçal ao lado dos mais operários civis. Em 1940, Dom Orione atacado por graves doenças de coração e das vias respiratórias foi enviado e praticamente forçado pelos médicos e confrades a se retirar para a cidade de Sanremo, foi para lá protestando: não é entre as palmeiras que eu quero viver e morrer, mas no meio dos pobres que são Jesus Cristo. E ali, três dias depois de ter chegado, morreu no dia 12 de Março, sussurrando suas últimas palavras; Jesus! Jesus! estou indo.O corpo foi sepultado devotamente na cripta do Santuário da Nossa Senhora da Guarda e encontrado incólume vinte e cinco anos depois, em 1965. No dia 26 de Outubro de 1980, o Papa João Paulo II declarou Dom Orione Beato e no dia 16 de maio de 2004 o mesmo papa o declarou solenemente ‘Santo’ no Vaticano, hoje São Luís Orione, ‘apóstolo da caridade’.

Colaboração José Adilio

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