Arquivo | outubro, 2012

Angelina z. Neoti : 7° ano do Ensino Fundamental II

31 out

     

 ´´Força de vontade, otimismo, determinação e muito amor a vida“ foram palavras chaves do estuda à campo da visita aos idosos realizado no dia vinte e nove. Este dia foi muito especial para os alunos do 7° ano do Ensino Fundamental II, pois conheceram a história de dona Angelina Z. Neoti. Uma senhora de 92 anos escondidos em sua beleza interior e exterior, batalhadora, alegre, lúcida, cativante, simpática e muito comunicativa.  

            O trabalho de visitar as pessoas idosas ou doentes começa dentro da sala de aula, os alunos preparam uma bonita homenagem para essas pessoas. E, no momento do encontro se concretiza o que foi planejado, cantos, orações, frases, paródias , lembranças e com o objetivo maior  perguntas para conhecer as experiências e a  história de vida delas.
            Dona Angelina demonstrou o tempo todo muita alegria de estarmos ali. Sua história começa na comunidade de Montanhão morando com seus pais, porém sendo a menor criança da família, seus pais resolvem presentear um pedido de doação de seu tio, que não tinha filhos, e assim ela passou a conviver e viver com a família dele, deixando sua casa materna. Casou – se com 17 anos, há 28 anos é viúva, construiu sua família de 12 filhos sendo que 4 deles faleceram ainda pequeninos e depois de muitos anos, com mais idade perdera também mais 2 de seus filhos; tem bastante netos e aproximadamente 20 bisnetos. Seu sonho sempre foi a de ser costureira mas nunca pode estudar para isso, como sua vontade era tamanha, chegou até aprender observando suas amigas o corte de camisa e calça  para homens e mulheres mas não quis seguir adiante, pois sabia que seu destino era outro. Desde muito nova com 7 anos os seus ensinamentos de seus pais eram direcionados para trabalhar nos afazeres de casa e na roça, seu marido também trabalhava na roça e na CSN, na qual ela ficou pensionista dele. Comentou sobre a honestidade que ele tinha, era um esposo muito trabalhador e honesto, ganhando uma medalha de ouro por nunca ter perdido uma hora de serviço em dez anos.
            Dona Angelina se considera uma pessoa feliz, pois ainda consegue mesmo com dificuldades de se locomover fazer algumas atividades de casa, sendo que conta com a ajuda também de sua nora. Dentre muitos relatos, dois deles chamaram a atenção dos alunos. O primeiro foi sobre suas viagens, ou seja, morou por duas vezes no estado do Panará e  quando se deslocou para o estado do Mato Grosso não conseguiu se adaptar  com o estilo de vida daquela região. E o outro, foi o exemplo de seu filho, que desde a morte de seu pai, decidiu cuidar, zelar e fazer companhia para sua mãe e segundo ela se dão muito bem. DonaAngelina sempre quis frequentar a escola, mas como morava longe dela e não tinha companhia para ir e vir, teve que desistir de estudar. E então mesmo não tendo o conhecimento das letras, adorou e ficou muito grata com nossas lembranças e iria pedir que alguém lhes lesse novamente nossas mensagens.
            Encerramos nossa visita contentes por conhecer dona Angelina, por contar semprecom o voluntarismo do Caçula e de ouvir dela o quanto gostou de nossa ação nos pedindo para voltar!
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Problema lixo – Os direitos e os deveres da cidadania

30 out

A equipe do “Portal Siderópolis”, vem em dos moradores do “Edifício Trento e vizinhança”, agradecer pela atitude tomada pelos comerciantes que colocavam seu lixo, na calçada do referido prédio. 

A conscientização dos comerciantes é louvável de elogios, pois procuraram uma alternativa para o destino do lixo. Aproveitamos a oportunidade também para elogiar o trabalho dos responsáveis pela coleta do lixo em Siderópolis. 

Queremos agradecer ao morador do “Edifício Trento” , que educadamente abordou o assunto através do “Portal Siderópolis”, cujo o único objetivo era solucionar o problema do lixo, objetivo este alcançado.  

Jucelia Longo Scaini, mais uma vez escreve seu nome na história política de Sideróiplis

30 out

O Vereador Maicon Aléssio (PMDB), renunciou a Presidência da Câmara de Siderópolis, nesta segunda-feira (29/10), e a Vereadora Jucélia Longo Scaini (PMDB), foi eleita por unanimidade a nova Presidenta da Casa.
A escolhida pelos representantes do Legislativo é a primeira Vereadora eleita do Município e agora também é a primeira Presidenta da Câmara de Siderópolis. Além de marcar a história da mulher sideropolitana, o momento também foi inédito com a primeira votação para Presidente aberta na Casa.
Na ocasião, todos os vereadores parabenizaram a Presidenta e afirmaram que a mesma é merecedora do cargo.
A vereadora agradeceu a todos os presentes e destacou “a gente sempre colhe os frutos da semente que a gente planta”.
Histórico:
Jucélia Longo Scaini
58 anos, casada há 35 anos com Wilson Scaini, com quem teve três filhos: Eduardo, Felipe e Larissa. Avó de Luiz Felipe, Maria Eduarda e Isabela e sogra de Melissa, Katiucia e Tiago.
– Diretora da Escola Municipal Jorge Biff
– Secretaria da Educação (2001/2004)
– 2ª. Secretaria Ondime Nacional
– Autora do livro “Conhecendo Siderópolis”
– Coordenadora da Pastoral da Família (por 3 mandatos)
– 1ª. Vereadora eleita de Siderópolis (2009/2012)

Crisma na paróquia Nossa Senhora Aparecida, em Siderópolis

29 out

Neste domingo, 28/10, aconteceu na Igreja Matriz, com início as 19:00 horas, à celebração da Crisma, com a participação de quase 110 jovens da Paróquia que receberam este sacramento.
A Santa Missa foi presidida pelo Bispo Diocesano Dom Jacinto Inácio Flach, e contou com a participação do pároco Pe. José Luiz, dos vigários Pe. Claudio e Pe. Miro, e também com a presença do Pe. Newton, que está de passagem por Siderópolis.
“Receber a Crisma é receber o Espírito Santo que é a força e a paz de Deus e quem de nós não precisa desta força, quem de nós não quer receber esta paz para seguir em frente?”, destacou Dom Jacinto.
A Igreja estava repleta de fiéis e a celebração foi muito bonita. Parabéns aos novos crismados e que todos cumpram a missão que aceitaram.

Alemão e Lilo comemoram com eleitores em Siderópolis

28 out

O prefeito eleito Helio Cesa (Alemão) do PMDB e o vice Lilo do PSD, junto com os vereadores da coligação “Siderópolis quer muito mais” e os 5.777 eleitores, fizeram no domingo (28), a festa da vitória.

A origem do imortal ITAÚNA ATLÉTICO CLUBE

28 out

Por Ronaldo David


Com a intensificação das contratações de funcionários para a Companhia Siderúrgica Nacional (CSN), com sua instalação em Rio Fiorita a partir de 1942, e com a exploração do carvão a partir de 1943, adireção da estatal procurou fornecer meios de lazer e diversão aos trabalhadores. Uma das formas foi apoiar a estruturação de equipes de futebol, e assim surgiram cinco delas, como formato de clubes reacreativos, com sedes onde se reuniam e praticavam dança ou jogos.

As equipes e clubes formados na comunidade eram SOCIEDADE RECREATIVA UNIÃO MINEIRA, GRÊMIO ESPORTIVO VERA CRUZ, SUL CATARINENSE FUTEBOL CLUBE, ATLÉTICO CLUBE SIDERÚRGICA (2) e SIDER CLUB SIDERÓPOLIS (3), todos com a diretoria composta por empregados da Companhia Siderúrgica Nacional, e que recebiam verba de manutenção da CSN. Roseli Terezinha Bernardo e Alcides Martins citam estas equipes (4)(5). Os atletas poderiam ser da comunidade, sem a necessidade de serem trabalhadores ligados à estatal, embora a maioria o fosse. Todos os clubes foram fundados entre 1945 e 1946
O mais bem estruturado era o SIDERÚRGICA. Entre seus dirigentes estavam Oscar Roberg (NA. A grafia original é esta) e Domingos Damásio, funcionários da CSN. Já o UNIÃO MINEIRA  representava os funcionários da etnia negra, e era formado quase exclusivamente por mineiros. Em pouco tempo, as outras equipes acabaram por unir-se em outro clube desportivo, o GRÊMIO ESPORTIVO MACEDO SOARES, em homenagem ao então presidente da CSN, baseado em Volta Redonda, para que a rivalidade fosse menos repartida e houvesse melhor administração das equipes (6).
O G. E. MACEDO SOARES  despontou como força do futebol na região, tendo sua inscrição aceita na LARM – Liga Atlética da Região Mineira em 1947, assim como o A. C. SIDERÚRGICA. Para uma ideia do potencial desportivo do MACEDO SOARES, quando o recém fundado COMERCIÁRIO ESPORTE CLUBE, de Criciúma, procurou uma equipe fora dos limites de sua cidade pela primeira vez, já que somente atuara contra equipes criciumenses, como o SÃO PAULO FUTEBOL CLUBE  e o ATLÉTICO OPERÁRIO, escolheu a equipe do Rio Fiorita para o seu primeiro amistoso intermunicipal. E em todos os livros que mencionam o fato, há o relato que a equipe que depois se tornaria o CRICIÚMA ESPORTE CLUBE ficou entusiasmada por ter empatado o jogo em 1 x 1, o que para seus atletas e diretoria foi uma honra. Nota-se aí referência elogiosa ao futebol jogado pelo MACEDO SOARES (7).
Em 8 de fevereiro de 1948, em Torneio Início“Troféu Santa Terezinha” promovido pela LARM e acontecido em Siderópolis, o COMERCIÁRIO seria campeão pela primeira vez, derrotando o SIDERÚRGICA na decisão por 2×1, mais uma vez destacando-se o futebol das equipes do Rio Fiorita e ligadas à CSN. 
Em 1951, cada vez mais forte e sendo campeão várias vezes nos certames promovidos pela CSN na comunidade, o ATLÉTICO CLUBE SIDERÚRGICA foi convidado e fez parte do 1º ÁLBUM “BALAS ESPORTIVAS” – CRAQUES DA L.T.D. E L.A.R.M. DO CAMPEONATO DE 1951, de figurinhas de atletas de equipes de futebol do sul catarinense, destacando-se neles as equipes inscritas na LARM e na Liga Tubaronense de Desportos (LTD) (capa abaixo). Foi um sucesso de vendas e apelo popular, o que seria mais tarde repetido, com o segundo, editado em 1962 (8).

No citado álbum da LARM e da LTD, a escalação dos atletas do SIDERÚRGICA é a seguinte, com os seus números nas figurinhas (os retratos dos jogadores na página do álbum, estão abaixo do título do artigo):
– o goleiro MILTON (166),
– os zagueiros LINDOMAR (167), NILTON (169), ALDO SILVEIRA (170) e DEGO (172),
– os médios CICÍLIO (168),  JANGA (171)  e AMÂNCIO (173),
– os atacantes BILIERI(174) , ANDORINHA (175) e HILÁRIO (176) (9).
Importante destacar que havia figurinhas com maior dificuldade para serem colecionadas, as chamadas “carimbadas”, dos considerados melhores atletas de cada equipe. O atleta escolhido do SIDERÚRGICA foi ANDORINHA, a “figurinha difícil” 175 (NA. O carimbo aparece sobre a figurinha).
No mencionado Campeonato de 1951 da LARM, o SIDERÚRGICA participou com a presença de alguns atletas do MACEDO SOARES – que fora extinto – como JANGA, DEGO e MILTON, ficando em 3º lugar entre as 13 equipes, após o Comérciário, tricampeão, e o Atlético Operário, vice.
Em novembro de 1952, após algumas reuniões, sua diretoria, a partir de sugestão do engenheiro MOZART VIEIRA, que era de Minas Gerais, resolveu mudar o nome da equipe para ITAÚNA ATLÉTICO CLUBE, como referência ao produto mineral símbolo da exploração promovida pela estatal, já que “carvão”, em tupi guarani, significa “ita” (pedra) e “una” (preta), e com as cores do uniforme em “azul-e-branco” (10).
O novo clube desportivo foi fundado em 4 de dezembro de 1952, data comemorativa da padroeira dos mineiros, Santa Bárbara, em reunião em que foi desencadeada também a instituição do “RECREIO DO TRABALHADOR”, com sua construção a ser efetuada em antiga mina numa colina próxima à estrada para a comunidade do Montanhão. Como presidente do clube desportivo foi aclamado o engenheiro HARRO STAMM. Do Recreio seria GILSON MARTINS. Em uma das salas do clube social, o ITAÚNA, a partir de 1955, teria local de reuniões e de troféus, inclusive alguns ligados ao SIDERÚRGICA (11).
Sabe-se que o “Recreio do Trabalhador” teve sua fundação registrada em ata, como instituição, em 4 de dezembro de 1952, mas sem o início de construção oficial, o que somente se daria quase um ano após, em 4 de novembro de 1953, concomitantemente à do edifício do mesmo nome no então distrito de Capivari, do município de Tubarão, onde estava instalado o outro braço produtivo da Companhia Siderúrgica Nacional (12).
O Recreio do Trabalhador, imponente e de arquitetura belíssima, destacando-se em um promontório defronte a um trecho da estrada de ferro que dividia o Rio Fiorita, foi inaugurado em 19 de outubro de 1955, um dia após o de Capivari, com a presença de diretores da CSN do Rio de Janeiro (13).  Houve bênção religiosa nos dois clubes e apresentações dos artistas IVON CÚRI e DERCY GONÇALVES (14).
Consta na Ata de fundação do Clube, como instituição social, que seu ideário foi solicitação dos funcionários da estatal federal, que centralizasse aspectos esportivos, sociais e culturais que já eram realizados em pequenos salões de forma insatisfatória, e que pudesse “…oferecer aos seus associados tudo aquilo que é indispensável neste setor da vida, especialmente na cidade de Siderópolis” (15).
A declaração inserida no Livro Ata seria uma forma de mencionar que, com a inauguração do Recreio do Trabalhador, este seria a maior instituição do então Distrito do município de Urussanga, e situado em Rio Fiorita, o que enfatizaria já uma rivalidade existente entre os dois núcleos populacionais, ou seja, entre a ainda intitulada “Belluno” e o Rio Fiorita, e que seria exercida de forma mais intensa com os embates entre o GRÊMIO ESPORTIVO TREVISO e o ITAÚNA, no famoso “Clássico da Montanha” (16).
Nesta sua estruturação e início de atividades, a partir da extinção do SIDERÚRGICA, a diretoria do ITAÚNA ATLÉTICO CLUBE utilizou-se de uma verdadeira escolha dos melhores atletas das outras equipes, que foram convidados a saírem de seus clubes, com possibilidade de serem contratados também pela Estatal, o que aconteceu com vários deles, em uma verdadeira cooptação futebolística.
Desta forma, chegaram ao Rio Fiorita para somarem-se aos atletas do extinto SIDERÚRGICA, para a formação do novo, forte e iniciante ITAÚNA, os seguintes futebolistas, cuja maioria, interessante frisar, após abandonar o futebol, fixou-se em Rio Fiorita até a aposentadoria na empresa:
BIRÓIDE, do Atlético Operário Futebol Clube (Criciúma);
BIGUÁ, do Barriga Verde Futebol Clube (Laguna);
APOLINÁRIO, do Cerâmica Futebol Clube (Vila Nova – Imbituba);
CAMBOTA, do Esporte Clube Guatá (Guatá-Lauro Müller);
ALDO NASCIMENTO, do Esporte Clube Próspera (Criciúma);
GEOPAR, do Imbituba Atlético  Clube, da mesma cidade;
CARIOCA, da mesma equipe;
FRESSINHA, do Urussanga Futebol Clube, da mesma cidade;
BEPA, da mesma equipe e
ZANELATTO, da mesma equipe (17).
Estes jogadores, com vários remanescentes do SIDERÚRGICA, formaram o ITAÚNA que participou do seguinte Campeonato da LARM de 1953 e seria campeão em 1956 e várias vezes até os anos 70. Era um período em que os jogos aconteciam com as equipes desdobrando-se muito, havendo muitas contusões nos jogadores e assim os reservas eram importantes para substituírem os titulares nas partidas seguintes, já que – detalhe importante – naquele tempo não havia substituição de jogadores durante as partidas. 
Com as contratações que realizou e ainda faria depois, nos anos seguintes, o ITAÚNA ATLÉTICO CLUBE, naqueles anos iniciais, possuiu um excelente plantel de jogadores, preparados para enfrentar os maiores adversários, e mesmo asism muitos atuaram por largo tempo, como os laterais ALDO SILVEIRA e ALDO NASCIMENTO e os zagueiros DEGO e BIRÓIDE, todos considerados entre os melhores jogadores do Estado, não somente da região carbonífera, que no início dos anos 60 ainda envergavam com orgulho o azul-e-branco da equipe do Rio Fiorita.
REFERÊNCIAS/NOTAS
1 – Dedico este artigo a todos aqueles que fizeram parte da grande família dos atletas do grande ITAÚNA ATLÉTICO CLUBE, às famílias de Aldo Nascimento, de Dego Pereira e Biróide Silva; ao craque Aldo Silveira, aos amigos Lúcio Flávio da Luz, Murilo Mendes e Jair Cardoso; ao padrinho Walter Cardoso; ao pesquisador Nilso Dassi (que mantém o Grêmio Esportivo Treviso em sua mente); à família do 1º prefeito eleito de Siderópolis, Manoel Minelvina Garcia (in memoriam), agora merecidamente contemplado pela Câmara Municipal com seu nome encimando uma via pública desta terra, e à toda minha família.
2 – O álbum de figurinhas citado no texto, e do qual faz parte esta página com os craques do ATLÉTICO CLUBE SIDERÚRGICA e a da sua capa, faz parte do acervo do autor.
3 – Em homenagem ao já criado Distrito de Siderópolis, de 1943, uma imposição do governo Vargas, a partir da presença na CSN, em detrimento do antigo distrito de Nova Belluno. Raulino Cesa, ex-prefeito de Siderópolis, fez parte da equipe quando jovem atleta.
4 – BERNARDO, Roseli Terezinha. Recreio do Trabalhador: um patrimônio histórico. Monografia de especialização. Criciúma: UNESC, 2005, p. 33.
5 – MARTINS, Alcides. Ex-funcionário da CSN. Reside em Içara/SC. Entrevista em Siderópolis/SC, 18/08/2011.
6 – O presidente da CSN, à época, era Edmundo Macedo Soares e Silva.
7 – COIMBRA, David. O Futebol da Região Mineira. Criciúma: JM, 1987, p. 41.
8 – Acervo do autor.
9 –  Na legenda da figurinha do atleta, há um erro – está escrito HALÁRIO e não HILÁRIO.
10 – DAVID, Ronaldo. Rio Fiorita: Estado de Espírito II – a presença da CSN – 1941-1979. Siderópolis:  2012 – no prelo.
DAVID, Ruthe Maria Clarindo. Residiu em Rio Fiorita entre 1955 e 1979. Reside em Imbituba/SC. Entrevista em 26/04/2012.
11 – Hoje desaparecidos, após desastrada exploração do local na atual administração municipal, com a depredação do clube em todas as suas dependências, e em que até a mesa de sinuca foi vendida a particulares.
12 –  13 – PATRÍCIA LAVINA BRUNATTO. Funcionária do Fórum de Capivari de Baixo, instalado no antigo Recreio do Trabalhador. Entrevista em 22/10/2012.
14 –  DAVID, Ronaldo. Rio Fiorita: Estado de Espírito II – a presença da CSN – 1941-1979. Siderópolis:  2012 – no prelo.
15 – BERNARDO, Roseli Terezinha. Recreio do Trabalhador: um patrimônio histórico. Monografia de especialização. Criciúma: UNESC, 2005, p. 33.
16 – DAVID, Ruthe Maria Clarindo. Residiu em Rio Fiorita entre 1955 e 1979. Reside em Imbituba/SC. Entrevista em 26/04/2012.
17 – DAVID, Ronaldo. Rio Fiorita: Estado de Espírito II – a presença da CSN – 1941-1979. Siderópolis:  2012 – no prelo.

Siderópolis – Motoboy faz da arte uma renda extra

27 out


Ismael Ghisleri começou a produzir miniaturas de caminhões há três meses.

Para o motoboy, que hoje reside em Siderópolis, o que começou como um hobby virou uma fonte de renda.  Hoje ele já tem oito encomendas. Foi na internet que tirou os primeiros modelos. “Eu sempre gostei de fazer trabalhos com madeira, quando era mais novo fazia carrinhos”, conta.
Os clientes, segundo Ghisleri, são na maioria caminhoneiros e pais que compram para dar para os filhos. As peças custam de R$250 a R$ 550. Isso varia, de acordo com o artesão, das peças que são usadas e dos tamanhos.
 Exceto a tinta utilizada na pintura, os materiais utilizados são todos reciclados. São retalhos de madeira, sucata de alumínio, os faróis são recortes de sinaleiras de automóveis. Na confecção da peça, o motoboy presta atenção em todos os detalhes de um caminhão original. São feitos eixo, suspensão e alguns acendem até os faróis.
A produção de um caminhão, segundo Ghisleri, leva em média uma semana. “É um trabalho que exige bastante paciência. Eu faço de dois a três caminhões por mês”, afirma. Como trabalha durante o dia como motoboy, a noite faz suas peças. 
Fonte:Camila Marini /Profª orientadora Karina Farias (SC01891JP)